Lojas Virtuais

Invariavelmente somos procurados por donos de lojas virtuais que desejam otimizar seus sites para aparecerem na primeira página dos sistemas de busca. No entanto, grande parte delas não são otimizáveis e o motivo é que os sistemas desenvolvidos carecem de alguns fatores que, para os buscadores, são fundamentais.

 

Numa pesquisa rápida pelo termo lojas virtuais no Google, aparecem algumas empresas na primeira página que em sua maioria oferecem sistemas dos mais variados, mas todos funcionando mais ou menos do mesmo jeito.

 

Dificilmente encontram-se lojas voltadas para SEO, a maioria delas sequer nomeiam as páginas com os nomes dos produtos. Tem loja que ao invés de colocarem os produtos na URL apresentam algo semelhante a isso:

 

/loja/product_info.php?products_id=471&osCsid=58242780ffcda2d1429b770b1547e02f

 

Como fazer para que o Google encontre um produto se a URL funciona dessa forma? Juntamente com esse tipo de URL a página é nomeada com o título da primeira página, ou seja, títulos repetidos e às vezes não dá nem para colocar as palavras-chave do produto, quanto mais descrição. Alguns sistemas permitem fazer a descrição e colocar as palavras-chave, mas as URLs e os títulos continuam do mesmo jeito.

 

Ao contrário disso, valemo-nos de um outro exemplo:

 

/index.php/conjunto-de-lingerie-em-lycra-com-tule-lilas/

 

Será que dá para notar a diferença? Sem contar que a página é nomeada como Conjunto de Lingerie em Lycra com Tule Lilás. Por isso eu gosto de WordPress. Isso ajuda também no Long Tail. Long Tail ou Calda Longa, são termos internos que podem ser encontrados pelos buscadores, mas que não são os termos principais de busca, são termos secundários.

 

 

 

 

sites

 

 

Assim como o título da página, a URL tem igual peso, ou seja, os dois juntos equivalem a cerca de 13% e são os itens mais importantes quando se realiza o trabalho de otimização. Claro que tem também o conteúdo que, se não for igualmente otimizado, de nada vale ter título e URL com os nomes específicos dos produtos.

 

Outro problema, e esse é mais grave, é quando a loja possui um redirecionamento para outra parte do site. Essas lojas simplesmente não são otimizáveis. Infelizmente não tem como otimizar um redirecionamento porque o conteúdo que o Google vai enxergar é um código escrito “refresh”. Geralmente essas lojas virtuais são redirecionadas para uma pasta interna com o nome sistema. O conteúdo mesmo, está em outra página.

 

Outro ainda, são as lojas cujo conteúdo é alugado. Não vou citar nomes de empresas que alugam esses sistemas, mas é fácil reconhecê-las, basta que você não tenha como comprar o sistema, ou seja, o dono da loja instala a loja em seu endereço e o gerenciamento fica por conta deles. Geralmente esses sistemas são limitados à quantidade de produtos que você pode disponibilizar para venda. Com esse tipo de sistema você só vai aparecer no Google se fizer link patrocinado.

 

Às vezes a publicidade pode enganar, pois algumas empresas oferecem esses sistemas com títulos mais ou menos assim: “Tenha sua loja virtual a partir de R$ 99,90 sem mensalidade”. Há outras empresas que oferecem lojas a partir de R$ 19,90 por mês. Ora, então está fácil ter uma loja virtual, certo? Não é preciso pagar milhares de reais para um desenvolvedor se já existem esses sistemas baratos e prontos.

 

O problema é que quando a pessoa entra num desses sistemas e depois de algum tempo quer que sua loja apareça na primeira página dos buscadores, já que anda gastando muito com link patrocinado, se depara com um especialista em SEO dizendo que aquele sistema não é otimizável. Aí é que se percebe que o barato sai caro.

 

Também não vou citar nomes de empresas, mas tem algumas pessoas que trabalham com otimização que vêem esse tipo de sistema instalado e ainda têm a cara-de-pau de passar um orçamento de otimização.

 

As lojas virtuais podem ter os sistemas mais complexos, oferecendo dezenas de opções de pagamento, com pagamento garantido por essa ou aquela empresa, e tudo mais que possa ser agregado ao negócio on-line e que a maior parte das empresas se esmeram em oferecer aos potenciais clientes. Mas se a loja ou seus produtos não puderem ser encontrados nos buscadores, tudo isso não serve para nada. Esses tipos listados são simplesmente imprestáveis para SEO.

 

Se tem sistemas de e-commerce ruins, tem também os bons. Para saber quais são, basta observar o que foi dito neste artigo. Lojas feitas em WordPress são as melhores opções, na minha opinião.

 

Há lojas que utilizam Joomla, no entanto esse sistema me parece um pouco pesado e algumas lojas demoram um pouco (às vezes muito) para abrir.

 

Qualquer que seja o tipo de CMS utilizado (WordPress, Joomla, Magento), sempre será melhor que os tipos listados neste artigo, pois oferecem outras possibilidades que os sistemas de busca simplesmente adoram num e-commerce ou site institucional.

 

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